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Meu perfil BRASIL, Nordeste, FEIRA DE SANTANA, PONTO CENTRAL, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Livros MSN - rafaelvox@hotmail.com |

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Agora além de viver na miséria, os mendigos brasileiros têm mais um problema pra enfrentar: a concorrência entre eles mesmos.
Um morador de rua foi morto - ao que tudo indica - por outro mendigo com uma pedrada na cabeça enquanto dormia.
Estão achando um absurdo? Pensam que é mentira?
Leiam aqui -> http://noticias.bol.com.br/destaques/2005/04/28/ult95u108473.jhtm
Mais uma vez triste com o que anda acontecendo neste país eu me despeço de vocês.
Até a próxima.
O Lula disse - não só a mim, mas a quem quisesse ouvir - que a classe média é a responsável pelo absurdo de juros que os bancos cobram. Quando eu soube disso eu fiquei muito nervoso e esbravejei que "o Lula anda falando merda demais e fazendo merda demais. Não voto mais nele nem a pau."
Depois de me acalmar e pensar direito no que o Lula disse, eu afirmo: não vou mais votar no Lula. Ele anda falando e fazendo merda demais.
Como é que ele inventa de dizer que somos acomodados e que a classe média fica sentada numa mesa de bar "xingando banco, os juros, o cartão de crédito dele, mas no dia seguinte é incapaz de levantar o traseiro da cadeira e ir ao banco mudar sua conta para um mais barato''?
Senhor presidente, um lembrete: POR SUA CAUSA E POR CAUSA DOS GOVERNOS ANTERIORES, A CLASSE MÉDIA NÃO TEM MAIS DINHEIRO PRA GASTAR EM BARZINHO TOMANDO CERVEJA! ELA TEM QUE TRABALHAR BASTANTE E NÃO TEM TEMPO DE IR PESQUISAR QUAL BANCO TEM A TAXA DE JUROS MAIS BAIXA. Se é que existe grande diferença entre um banco e outro.
Não comentei o assunto no blog porque não tinha muitos dados a respeito dessa declaração do nosso excelentíssimo presidente. Mas agora vocês podem fazer como eu e ler essas duas crônicas, uma do Zuenir Ventura e outra do Villas-Boas Corrêa que estão no blog do Augusto Sales, é só clicar.
Vocês não podem me culpar. Nem me julgar. Eu tinha 19 anos e estava empolgadíssimo com a idéia de escrever crônicas. Além disso, acreditava nos elogios que eram feitos a meus textos. E o pior: elogio feito também por uma escritora, Helena Parente Cunha, a qual tive a honra de conhecer e mostrar 2 ou 3 textos meus.
Eis o fato: é uma crônica minha que foi publicada num jornal aqui da cidade em março de 2003. Relendo ela pude perceber algumas falhas cometidas. Percebi também que a Helena disse o que disse apenas para não minar as esperanças daquele jovem sonhador que estava em sua frente - ela leu o texto e achou muito engraçado. Ela é um amor de pessoa.
Postarei a crônica abaixo deixando em negrito o que eu não gostei e fazendo comentários em itálico e colorido.
Divirtam-se!
Nossa literatura e a eguinha pocotó
Procuro o nome de um poeta que esteja se destacando atualmente. Não encontro. Nem mesmo um romancista. Não me fale de Paulo Coelho ou João Ubaldo. Ambos vendem bem e seus livros são considerados bons – cada um à sua maneira, mas quero alguma novidade. Está certo que eu não ando lá muito bem informado sobre esse assunto, mas pelo visto, a literatura em nosso país anda mal das pernas.
Eu deveria ter citado o Luiz Fernando Veríssimo. Mas o erro mesmo foi eu ter dito que "não ando lá muito bem informado". Ora, se não estava, que não escrevesse. Ou já que inventei de escrever, que pesquisasse.
Na lista de “Livros mais vendidos” das três maiores revistas semanais do Brasil, até a última vez em que vi, há umas duas ou três semanas – se não me engano – o livro que figura em primeiro lugar em todas elas, é o “Vídia e Óbria” – acho que é esse o título – do infalível “Seu Creysson”. Nada contra esse impagável personagem do grupo humorístico “Casseta e Planeta”, eu até me divirto com ele. Mas me pergunto – um tanto melancólico e nostálgico: não teremos mais um escritor que possa, pelo menos, fazer metade do que Carlos Drummond fez? Ou uma escritora com metade da inteligência, sensibilidade e percepção de mundo de uma Clarice Lispector? Meus filhos terão de viver presos ao passado?
Mais uma vez demonstro não estar nem aí para as informações corretas e verídicas. Tudo bem que eu tinha uma noção do que se passava, mas custava verificar as últimas revistas? Conheço pessoas com assinaturas da IstoÉ e Época e tenho a Veja. Aliás, nem precisava das revistas. Procurava na Internet.
Espero não ser mal interpretado. Longe de mim querer apagar da história nomes consagrados de nossa literatura. Apenas me incomoda o fato de total “stopping”, – peço licença aos ingleses, não sei se existe tal variação da palavra “stop” – de total... não encontro a palavra correta, mas vocês me entenderam. Nada acontece, ninguém aparece!
Mal interpretado? Quem se daria ao trabalho de mal me interpretar? Até parece... "Stopping"? Que coisa mais brega. Poderia ter escrito "maresia". Poderia ter ido ao dicionário em busca de sinônimos. Mas não. Preferi fazer gracinha. Depois, afirmo que "nada acontece, ninguém aparece". Mentira minha. A essa época havia muita gente se movimentando, fazendo e acontecendo no mundo das letras. Não havia muita divulgação, posso usar esse álibe. Mas eu também não corri atrás pra saber. Mais uma vez a preguiça.
Conhecem a Lei de Murphy? É mais ou menos assim: se algo pode dar errado, dará, e da pior maneira possível. Não penso assim, sou otimista até demais. Mas há alguns minutos, antes de começar a escrever, estava eu tentando entender um poema em prosa do poeta francês Arthur Rimbaud – penso que para entendê-lo, devo também tornar-me louco, tal qual seu autor, pois considero Rimbaud um louco, dos mais lúcidos que já existiram – quando um vizinho inventa de ligar o som no maior volume. Somente isso já atrapalharia minha leitura. Para piorar, ele me coloca um cd de funk, desses que andam fazendo o maior sucesso ultimamente. Sim amado leitor. Eguinha pocotó, elas estão descontroladas, vai lacraia... Letras muito criativas por sinal.
Ao menos na minha humilde opinião, faltou um parágrafo de transição. Mudei de assunto de uma hora para outra. De uma análise infundada sobre a situação da nossa literatura, parti para uma situação pessoal. Não falem de egoísmo. Todo escritor - ou candidato a - é egoísta.
Se ainda não me entenderam, lá vai: enquanto faltam escritores, sobram mentes – as quais prefiro não qualificar – que a cada dia inventam letras de música como a da eguinha pocotó. E o pior: continuaremos sem novos escritores, e novas lacraias surgirão.
Aqui eu cometo duas gafes abomináveis: primeiro subestimo o meu leitor, dando a entender que ele não entendeu o que eu escrevi até ali. Pensando bem nisso, pode ser que não tenham mesmo entendido, mas por culpa do escritor que só falou bobagem. Depois, me superestimo, dizendo que "sobram mentes - as quais prefiro não qualificar", como se eu fosse um gênio e afirmando que "continuaremos sem novos escritores e novas lacraias surgirão."
Tirem-me daqui! Destruam esse som, pelo amor de Deus!
O final não foi lá tão ruim...
Não me queixo de Deus.
Sou o que fiz de mim.
As nuvens são negras ou azuis
porque minha ilusão as quis assim.
Não me queixo de Deus.
Seco-me aos ventos do desamparo.
Semeei caminhos e encruzilhadas.
O futuro é uma senda do homem.
Sísifo conduz uma pedra pelos declives do abismo
sem que o céu se importe com isso.
Também nós carregamos uma pedra,
acorrentados à liberdade.
Nada a ver com o papa, mas não pude evitar o trocadilho.
Do jeito que andam as coisas, até pra ser (ou estar) ruim a gente tem que se esforçar. Sempre tem alguém pior. É impressionante.
Conversa entre amigos:
- "Rapaz, eu tô com um problema aqui no estômago que está me matando."
- "Isso não é nada. Coisa é uma cirurgia que vou ter que fazer pra tirar um cisto aqui na garganta."
Post num blog:
- "Gentxi, minha vida tá taum boa que eu não sei o que eu fasso!".
Comentário no mesmo post:
- "Parabéns amiga! Assim você vai ir longe!".
Pois é. E tem gente que não consegue ser o pior.
Hoje em dia no contexto do mundo globalizado que vivemos atualmente nos dias atuais, fica realmente complicado competir, devido a globalização que globaliza tudo, inclusive a mediocridade.
Post baseado em histórias reais.
3 Vozes atualizado!
http://3vozes.blogspot.com

Os três mosqueteiros vão novamente cair na noite. Na ordem ae, da esquerda pra direita: eu, Marcos e Dodô. Aniversário dele hoje, vamos comemorar. E eu gripadaço aqui. Ah saco! Parabéns pra ele meu povo!

A foto tá meio ruim porque foi tirada à noite e do celular. Mas ainda assim dá pra ver.
Essa é a minha linda namorada.
Abraços procês.
Eu admito: sou um sonhador. Já sonhei zilhões de coisas, e não paro nunca. Na verdade, são eles que movem o meu ser. E são eles que me fazem continuar a viver. Afinal, se não há objetivo, pra que ir adiante? Pra quê prosseguir se não há onde chegar?
Costumo dizer a quem está desanimado, pensando que não vai conseguir realizar suas vontades, o seguinte: "sonhar não paga". Pois é. Graças a Deus.
Se fosse preciso pagar pra sonhar, estaríamos perdidos. Quem não tivesse condições iria com certeza dar fim à própria vida. E o que ia ter de gente declarando falência por aí não iria estar no gibi.
Então.
Eu estava esperando dar meia-noite pra postar. E por que eu estava esperando? Pelo seguinte: hoje, dia 21 de abril, comemora aniversário minha querida namorada Cássia!
O que dizer em um momento desses? Justamente nessas horas as palavras me fogem.
Há quatro meses - e alguns dias - estamos juntos. Nos conhecemos há alguns anos - 5? ela pode me corrigir quanto a isso - e nos aproximamos mais de uns 2 anos pra cá. E mais ainda de um ano pra cá. E mais mais ainda de uns 6 meses pra cá. E mais mais mais mais ainda de 4 meses pra cá hehehehe
Pensem numa menina - menina não, mulher - bonita, inteligente, simpaticíssima (escrevi certo?), compreensiva, atenciosa, eita nóis... vou parar de elogiar pra ela não ficar MAIS convencida ainda!
Pois sim, quero desejar a ela - e que quem lê este blog também deseje! mesmo que em pensamento aí! - tudo de bom (tudo aquilo que nos desejam quando fazemos aniversário, só pra resumir) e muitos anos de vida.
TE AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijocas!
Apresentando:
Ele - Eu
Ela - Cássia
Eles - Nós dois
Eles sentados na rede, abraçados. A cabeça dela por sobre o braço dele. E quando ele olha para o rosto daquela que ali está ao seu lado, ele não tem mais dúvida: ele a ama. E só.
Pois bem. Se não acreditarem em mim podem ler no link abaixo:
"Para novo papa, rock e música pop são "cultos profanos"
Abreviando o que está lá no link: "O cardeal alemão Joseph Ratzinger, 78, eleito hoje novo papa, repudia o rock e a música pop. Para ele, esses ritmos são "distrações profanas para a fé cristã". Ele também condena as "showmissas", como as realizadas pelo padre brasileiro Marcelo Rossi."
Eu nunca gostei de certas ramificações da Igreja Protestante pelo fato de - algumas delas - aconselharem a seus fiéis a deixarem de ir a "festas do mundo". Um show do Los Hermanos é uma "festa do mundo". Um churrasco regado à cerveja na casa de um amigo é uma "festa do mundo". Na Igreja Protestante, o dízimo É MESMO 10% DO SALÁRIO. Um coitado de um assalariado ganha R$ 270,00, tem que deixar R$ 27,00 na Igreja. Ora, faz falta sim.
A Igreja Católica começou a me tirar do sério quando o Papa João Paulo II começou a falar que não se deve fazer sexo antes do casamento, que não se deve usar métodos contraceptivos, que o homossexualismo é uma doença e coisa e tal. Isso tudo bastou para que eu deixasse de me considerar católico. E agora me vem o alemão dizer que o rock é uma "distração profana da fé". Porra, Bono conversou com JP II, carai! Bono - pra quem não sabe, é o vocalista da maior banda de rock do mundo, o U2. Já foi indicado ao Nobel da paz e é uma grande força contra todas as injustiças que existem no mundo. Fome, racismo, miséria, etc.
O cara é roqueiro e quer a paz mundial. Diversas músicas do U2 parecem ser gospel, de tão religiosas que são. O cara faz um show em Dublin - ou no inferno que for - e no final de "Walk On" ele canta "Aleluia... ale-luiaaaaa, aleluia, ale-luiaaaaa". Nem vou falar da música "Yahweh" do novo disco. E aí me vem esse papa alemão me falar do rock?
Tudo bem que tem roqueiro aos montes se drogando e falando merda. Mas não vem ser radical comigo não que a coisa não presta.
Bah! Por essas e outras é que eu não me considero mais católico. Acredito e Deus e pronto.
Queria tanto que o alemão lesse isso...
Estou assistindo - porque ainda estou, está pausado lá embaixo - "Fahrenheit 9/11" (Fahrenheit 11 de setembro), documentário escrito, dirigido e produzido pelo Michael Moore. É um filme sobre as consequências políticas do atentado ocorrido nos Estados Unidos no dia 11 se setembro. Como não lembrar daquilo?
Há uma cena tocante no meio do documentário (a esta altura, Moore já aborda o poderoso ataque que os EUA fizeram ao Iraque): uma senhora iraquiana berrando para as câmeras dizendo que Deus vai vingar toda aquela destruição. Atrás da senhora, uma casa (sua casa) completamente destruída pelos bombardeios. Ela diz que "Deus vai destruir a casa deles". Gritando e chorando, ela pergunta: "Onde está Deus? Onde está Deus?"
Cheguei mesmo a desejar que Deus vingasse tudo aquilo. Afinal, aquele ataque realmente foi injusto. Inocentes morreram por causa da imbecilidade e oportunismo de Bush e comandados. Eles apenas queriam culpar alguém, descontar a raiva em alguém, já que não conseguiram pegar o Bin Laden.
Depois de me achar um crápula por estar desejando coisas ruins a inocentes americanos, me redimi comigo mesmo. Sim, porque eu estava desejando o mesmo que ela, que Deus destruísse a casa deles também. Mas isso não acontecerá. Deus não tem nada a ver com isso. Não adianta pedir nada a Ele. Ele está lá no céu, ou sei lá onde.
Fato é que Ele não se meteu nisso, e nem vai se meter. É uma trapalhada escrita, produzida e dirigida pelos homens. A única coisa que Deus vai fazer é mandar quem merece pro inferno.
Se é que tudo isso existe de fato.
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Domingo. Quando acordo já são quase 3 da tarde. Levanto, almoço, checo meus emails, tomo banho. Leio para passar o tempo, esperando o pessoal sair da frente da tv.
Enquanto leio – está sendo um desafio ler “Valsa negra”; a autora parece indagar-me “e ai, até quando vai agüentar?”; pode ser que o fim salve o livro (rá rá rá, grande piada), mas enfim – resolvo ver o que minha mãe está assistindo. Márcia.
A história é a seguinte: Ivoni – pronuncia-se IvonÍ – vai andar de roda gigante pela primeira vez. Conhecendo o mínimo que seja do programa da Márcia, sabe-se que não é somente isso. Eis que a segunda história aparece. Pausa para uma reflexão idiota:
Ricardo Piglia, escritor argentino, diz que todo conto conta duas história. Uma é a história superficial e há a segunda que é a subliminar. Será que a produção do programa da Márcia conhece o Ricardo Piglia e sua teoria?
(Óbvio que não).
Mas enfim, voltemos ao que interessa. A teoria do conto de Ricardo Piglia diz que...
- Não, não. Isso realmente interessa mais que o programa da Márcia, mas volte ao assunto que você abordou nos primeiros parágrafos.
Ok. Lá estava a Ivoni na roda gigante. Eis que a roda pára. A Ivoni não se desespera, pois está com ela um câmera-man que filma cada reação sua. A segunda história começa a se revelar. Alguém vai salvar Ivoni. Quem será? Seu pai que ela não vê a 10 anos devido a uma briga? Sua mãe, que a rejeita? Um irmão do qual ela não sabe da existência? Não, passei longe.
Quem vai salvar Ivoni é Márcio. Ele sobe até a cabine da roda-gigante em um daqueles aparelhos do corpo de bombeiros que é utilizado para alcançar grandes alturas e fazer resgates perigosos. Ele diz que a ama e pede mais uma chance, a sua última chance (esse é o nome do quadro do programa). Ivoni diz que não, que já sofreu demais. Márcio insiste. Ivoni não desiste.
Márcio sobe na cabine. Tem em mãos um buquê de flores.
(Agora
sim, Ivoni não vai resistir. Que mulher resiste a um buquê de flores? Exceto
aquela que não quis nada comigo quando a enviei um nenhuma mulher
resiste).
Márcio mais uma vez diz que a ama, e que ama também o filho deles. Pede outra vez mais uma chance. Márcio está aos prantos. Ivoni mantém sua posição. Não aceita o buquê e não vai dar chance alguma a ele.
Márcio vai embora. Ivoni diz que não poderia dar outra chance a ele. Ela tem que dar uma chance a si mesma.
Não cheguei a ficar sabendo o que houve entre eles. Me perguntei se ela não teria sido injusta. E perguntei a minha mãe como é que ela assiste esse tipo de coisa.
Acho que não. As mulheres dificilmente erram.
Segundo minha mãe, não estava passando nada melhor na tv. Eu acredito nela.
Um garoto pede um trocado no sinal.
Uma menina vende doces de bar em bar.
Um senhor sem pernas pede esmolas logo depois da esquina.
Uma velha sem dentes me pede uma moeda pra comprar um remédio.
Um rapaz é assassinado somente a algumas ruas daqui.
Eu vejo tudo isso. Eu sinto tudo isso. Mas só de vez em quando. Só de vez em quando.
Cansaço
"Cansei. Cansei de todos esses princípios. Cansei de ser normal. Cansei.
Cansei de mentir. Agora vou falar. Cansei de ninguém ouvir. Fingem que ouvem.
Ouçam..."
Coming soon
http://3vozes.blogspot.com atualizado!
Estou lendo: "Valsa negra", Patrícia Melo & "Textorama", Patrick Brock
Estou ouvindo: "Vamo batê lata", Paralamas do Sucesso; "Mais do mesmo", Legião Urbana; "By the way", Red Hot Chili Peppers
Estou assistindo: Matrix (os três, assisti - novamente - os dois últimos ontem).
Como dito anteriormente, comecei a arrumar meu quarto. Farei isso por partes: ontem foi parte do guarda-roupa, hoje foi uma de minhas gavetas e parte de minha bancada.
Dizem que para conhecer um homem, basta olhar seus sapatos. Se olharem pros meus, verão que são variações do mesmo tema: All Star.
No filme Matrix Reloaded um dos personagens diz que não se conhece alguém até lutar com esse alguém.
Eu diria o seguinte: conhecemos alguém por suas gavetas, nas quais são guardados seus retalhos de lembranças.
Examinando minhas gavetas é fácil chegar à conclusão de que sou do tipo que guarda tudo o que pode. Daqueles que não jogam nada fora.
São extratos bancários, notas fiscais de compras - muitas - cartões antigos (de crédito, telefônicos, de planos de saúde), revistas, enfim, afins.
Tudo o que eu coleciono também está por lá: cds, revistas, cartões telefônicos, latas...
Pois hoje joguei boa parte de tudo isso fora (das coleções não, óbvio). Tudo que era velho e tivesse mais de quatro meses. Foi tudo embora. Aliás, ainda não foi, mas tudo irá amanhã.
É claro que certas coisas deveriam ficar. Rabiscos encontrados nas últimas páginas de alguns cadernos velhos, uma foto antiga, moedas velhas que estavam esquecidas...
Tudo isso para abrir espaço. Coisas novas virão. Precisarão de um novo lugar. E terão. Essa arrumação pode até demorar. Mas desse mês não passa.
Dei início hoje a uma das tarefas mais difíceis de minha vida: arrumar meu quarto.
Hoje arrumei meu guarda-roupa.
Cheguei às seguintes conclusões:
1 - Estou com roupas demais - ainda bem!;
2 - Preciso ganhar espaço. Vou doar algumas peças;
3 - Não comprar por impulso: encontrei muitas peças ridículas. E o pior: eu as vestia!
"Ela era uma das mais bonitas do colegial. Você ainda pode se lembrar. Sorriso estonteante, aquela mexida com o cabelo que deixava você e os outros colegas de boca aberta."
(Thiago Augusto)
"Estava a pensar sobre a falta de inspiração. Sentia-me inspirado há uns 2 meses, mas minha produção desde então tem decaído, tenho idéias, mas devido ao tempo corrido deixo de passar pro papel ou WORD e acabo que... esquecendo."
(Eduardo Leite)
"Vamos desejar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar o nosso governo E nosso estado que não é nação"
(Renato Russo)
Vejam só como são as coisas. Chico Buarque (compositor, cantor, escritor de romances e peças de teatro) finalmente meteu os pés pelas mãos. Vamos recapitular o acontecido.
Chico Buarque (CB) foi flagrado aos beijos com uma mulher casada. Ela vem a ser a produtora de eventos artísticos, fotógrafa e designer de sobrenome chato de se pronunciar - e de escrever - Celina Sjostedt numa praia no Rio de Janeiro.
É impressionante como nada afeta o CB. Com todo esse escândalo - que não foi nem tão divulgado assim - resolvi averiguar matérias publicadas na internet sobre o acontecido. O que constatei foi o seguinte: todos querem proteger o CB.
Muito se falou de Celina e seu marido, o compositor, cantor, produtor, Ricardo Duna. Muito se falou, porém sem maiores diferenças entre o que foi falado, se é que me entendem. Trocando em miúdos: as informações eram as mesmas em todos os sites, pois eram relativamente escassas.
O coitado do Ricardo - que de Ricardão não tem nada - foi quem saiu mais prejudicado na história toda. Ou não. Direi o porquê mais adiante.
Celina saiu de casa. A mãe do Ricardo deu declarações dizendo que o filho estava desolado e coisa e tal. Os filhos do casal (sim, o casal tem dois filhos, um de 13 e uma de 12 anos de idade) ficaram com o pai e a avó. Ricardo está bancando o sensato. Disse que o casal vai "repensar a relação" e que o affair com o CB foi apenas uma coisa de momento, "um impulso que ela não conseguiu controlar".
Descobri que essa não foi a primeira vez que Celina aprontou com o Ricardo. Já é a segunda vez que ela o trai com o Chico. Da primeira vez eles se reconciliaram e tocaram a vida adiante. A diferença é que quando isso aconteceu, o público não ficou sabendo. Ficou apenas entre eles.
Estou soltando os fatos aos poucos para vocês não ficarem chocados.
O pior disso tudo é o seguinte: o CB frequentava o estúdio do Ricardo há vários anos. Dizem até que eram amigos. O Ricardo diz não ter ódio do Chico. Eu teria.
Teria porque já estou cheio de todo esse folclore que fazem em torno do CB. Sei que ele é um dos maiores músicos do país, sei que tem uma história interessantíssima. É um dos monstros sagrados da MPB e bla bla bla. Mas por que tanta fineza ao se tratar dele? Não acho que ele mereça tanto. Gente, ele "pegou" uma mulher casada. Não sou o mais indicado para falar disso, mas ele é O Chico Buarque. Deveria dar o exemplo. Ele não quer ser o recluso? O bonzinho? O bonzão? Então? Deveria comportar-se.
Não conhecia mais que duas músicas do CB até ontem, quando comprei uma coletânea delas. Pensei que não iria gostar, ia falar mal das músicas e das letras aqui no blogue, ia contra a maré. Mas não aconteceu. Gostei pra caramba do disco. Não vou poder falar mal. Da música não.
Da literatura sim. Ainda não tive o (des)prazer de ler todos os livros dele, mas li o mais comentado e mais vendido, "Budapeste". Sinceramente, não achei grande coisa. E se esse foi o mais vendido e mais elogiado, imagine os outros. Quase cometo a loucura de gastar dinheiro comprando "Benjamin". Bom, talvez tenha de fazer isso mesmo. Não conheço ninguém que tenha e na biblioteca da faculdade não tem. Vou ter que comprar pra ler. Espero que valha a pena, mas desconfio muito disso. Enfim, "Budapeste" é uma leitura razoável. CB tinha em mãos uma história muito boa, que poderia ter sido bem melhor desenvolvida. E não venham me crucificar. Quem elogiou só elogiou porque era do Chico. Queria ver se eu tivesse escrito. Nem publicado seria.
Mas e o Ricardo? Ele foi o mais prejudidado da história. Ou não. O CB deu uns pegas na gatinha da Celina, que por sua vez ficou conhecida como a musa do CB. O Ricardo saiu de vítima. Muitas mulheres devem estar penalizadas com sua situação, querendo consolá-lo. E outras coisinhas mais devem querer também. Seu cd "O vendedor de flores" "começou a ser comercializado", digamos assim, já que quase não era vendido. Depois do escândalo a procura aumentou.
Pra terminar, uma alfinetada: a cueca samba-canção que o CB estava usando no dia do flagra é ridícula. Muito tosca.
" 'Porra, até que eu recebia algumas visitas no meu blog, que será que tá acontecendo?'
Diabinho aparece, pausa para o cocô sair, ele fecha o nariz com nojo: "Conta umas piadas cacete, coloca a história dos minonplis que o pessoal vai se divertir e mandar os amigos entrarem porque vão dizer que decaiu o já caído nível cultural da merda do teu blog!"
(Eduardo Leite)
"Foi você que interrompeu a ação.
E agora que todos estão em silencio olhando em seus olhos e o foco de luz incide em sua cabeça, sua garganta seca e você perde a fala..."
(Thiago Augusto)
"Se fosse meu namorado eu teria ciúmes. Ora, ele é o dono da empresa, é jovem, bonito, tem um belo carro e dinheiro de sobra. Seria fácil ele te trair."
(Rafael Rodrigues)
Vim aqui listar os livros que adquiri sábado nos sebos em Salvador:
- Os invictos - William Faulkner
- Até nunca mais por enquanto - Luiz antônio Giron
- Pescar trutas na américa - R. Brautigan
- Salvador janta no Lamas - Victor Giudice
- Crônica de um amor louco (Ereções, ejaculações, exibicionismos - Parte I) - Charles Bukowski
- Lolita - Vladimir Nabokov
- Breve romance de um sonho - Arthur Schnitzler
- Perfis do Rio (Fernando Sabino) - Arnaldo Bloch
- Textorama & Velhas fezes - Patrick Brock
- Kreuzweltratsel - Delfin
Os três últimos são das Edições K. O "Salvador janta no lamas" foi engraçado, porque eu comprei ele e "Os invictos" numa feirinha de livros que estava rolando no shopping Piedade. Meu professor pediu descontos pra gente - ele também comprou um livro lá - e aí quando ela foi cobrar os meus, falou assim: "me pague só esse, o outro você pode levar". Tá bom que era só três reais, mas pô, é um livro fundamental segundo meu professor. Quem sou eu pra discutir? Fora que "Os invictos" está novíssimo. Fui ver nos sites, R$ 46 pilas. Paguei R& 12. Um bom negócio.
Acho que comprar livro, só ano que vem!
Abraços!
Fui à Salvador. Faz tempo que meu professor de Teoria Literária e escritor Mayrant Gallo me chamava pra eu ir lá e assim visitarmos uns sebos e tal. Pois sim. Fui lá, visitamos sebos, saí carregado de livros. Coisa de louco. Comprei um livro que na internet está numa média de R$ 25,00 por R$ 10,00. Um outro de R$ 46,00 comprei por R$12,00. E por aí vai.
Daí almoçamos - com a esposa dele e uma amiga deles jornalista. Descansamos um pouco e fomos ao lançamento do livro do Patrick Brock. Chegando lá qual não foi minha surpresa ao saber que João Filho, o pai do "Encarniçado" (elogidíssima estreia literária), estava lá.
Pois sim. Conheci Patrick Brock, conheci João Filho. Conversei - muito - com João Filho. É um cara de uma simplicidade incrível. O Patrick estava fazendo as honras do local e não podia ficar muito de papo com a gente, mas é muito gente boa também. E muito jovem. Poderia ser meu colega de faculdade, 25 ou 26 anos, não sei com certeza. O João tem 30, mas não aparenta.
Depois do lançamento, de pegar autógrado do Brock e do João Filho - na capa do caderno, pois não tinha o livro dele lá - voltei para casa. Ele e Mayrant me deixaram no ponto. Voltei calado, somente prestando atenção na conversa dos dois. Afinal, quem sou eu pra me meter no meio?
Daqui a alguns anos, quem sabe...
Bom, vamos lá. Antes da votação, a explicação:
Estou mudando de "casa" por um fator simples: os templates aqui do Uol são bem mais simples e organizadinhos que os do Weblogger. Gostei mais daqui. Quero parar com o "A vida e afins". Agora a votação:
O nome do blogue vai ser:
continua sendo
ou coloco
Vocês podem me ajudar com isso? Coloquem nos comentários suas respostas.
Muita gente ainda falando na morte do Papa. É assunto de tudo quanto é blogue, de tudo quanto é site.
E a chacina na baixada fluminense? Morreram 30, não? Disso ninguém fala?
Dead Pope's Society
E o Papa João Paulo II é o mais novo membro da Sociedade dos Papas Mortos. Não se fala em outra coisa na TV. Eu venho aqui apenas dizer o seguinte: caso Karol Wojtyla tivesse se afastado do cargo para se tratar, ele não teria falecido agora. Dizem que ele não quis isso, e o cargo é vitalício - não existe demissão para o cargo de Papa. Só termina o mandato com a morte.
Acho que os católicos de todo o mundo se rogozijavam vendo o Papa velhinho coitado, todo tremelicando, balbuciando umas poucas palavras e babando em sua bata. Pensam que ele é um santo, um homem que lutou até o fim contra a doença.
Eu penso que ele é mais um dos que têm mais fé do que amor próprio. Cada dia que passa, menos católico sou. Não sei o que será de minha persona religiosa no fim desse ano.
Mais indignado fico ainda com o funeral público que vai haver. Já está havendo, aliás. Por que não enterram o homem de uma vez? Pelo amor de Deus! Ele não é santo minha gente! E mesmo se fosse... Deixar o corpo exposto pra nêgo passar e ficar olhando POR UMA SEMANA? Se fosse um ou dois dias, mas UMA SEMANA?
Encerro esse comentário tosco por aqui, e quem quiser uma opinião lúcida sobre a morte de João Paulo II, entre neste blogue
Pensar Enlouquece, Pense Nisso
O Inagaki escreveu o que eu queria ter escrito.
P.S.: Lindo de se ver e ouvir foi a torcida do Fluminense cantando no Fla-Flu "A benção João de Deus..."